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Irmã Paola Brincat

Irmã Paola Brincat nasceu em Malta no dia 22 de outubro de 1933. Ela escolheu fazer parte da nossa Congregação exatamente no dia 19 de março, 68 anos atrás; portanto, não parece coincidência que o bom Deus a tenha chamado a si na última quinta-feira, 18 de março, véspera da solenidade de São José. Sob a sua paternal intercessão, Irmã Paola iniciou e concluiu a sua vida, o seu serviço, a sua missão. Emitiu os votos temporários em 16 de julho de 1955 e foi enviada imediantamente ao Brasil para contribuir com a abertura missionária na América Latina. Do Brasil, através de uma mensagem recebida da irmã Vanilda, recebemos uma bela partilha do seu testemunho entre as pessoas, tanto as ricas como as pobres, especialmente em Paracatu e Frutal. ela não se intimidava por não dominar bem o idioma, isso nunca foi um problema para ela! Ela era uma mulher forte e corajosa, séria e responsável no seu trabalho. No hospital, onde trabalhava, foi uma verdadeira testemunha dos valores evangélicos, do cuidado com a vida em todas as suas expressões. Ela não teve medo de defendê-la nem mesmo a custo de ter que "levantar a voz", mas graças à sua coragem, as irmãs nunca privilegiaram nada que pudesse prejudicar o valor e a beleza da vida. Amava muito a Missão, enfrentou tudo com alegria e com grande sentimento de pertença à Congregração. Por ocasião do 50º aniversário de presença no Brasil, irmã Paola teve a alegria de retornar àquela terra onde passou tantos anos de sua vida e foi acolhida com imensa gratidão pelas irmãs e pela população local, que se prepararam para ela uma grande festa, entrevistas e depoimentos na televisão. Em 1984, irmã Paola deixou o Brasil para ampliar os horizontes missionários da Congregração e chegou à Tanzânia no primeiro grupo de Irmãs. Também ali sempre deu uma prova de disponibilidade e coragem onde fosse necessário, até 1999. Com uma grande bagagem cultural missionário e de fé, irmã Paola regressa à sua pátria Malta, e ai permanece até ao dia da sua morte, sendo transferida de uma comunidade a outra de acordo com as necessidades do momento. Nos últimos 5 anos, no entanto, suas precárias condições de saúde a forçaram a "parar", embora apenas fisicamente, na comunidade de Rabat; sua mente, seu coração e seus desejos, de fato, estiveram sempre voltados para a Missão e para as ricas memórias do passado em terras distantes. Em suas conversas, mesmo quando a lucidez já a havia abandonado, havia, de fato, todas as línguas e culturas que ela conheceu e muito amou. Agradecemos ao Senhor pela Irmã Paola, por seu zelo missionário, seu grande sentido de responsabilidade e seu amor pela Congregração. Confiamos a ela e à sua oraçao de intercessão a Deus, que agora contempla o destino do nosso mundo, em particular do Brasil, que tanto amou e que agora pede orações pela dramática situação que vive devido à pandemia. O funeral foi realizado na sexta-feira, 19 de março, de maneira privada, devido às restrições por causa da pandemia, e ela foi sepultada no túmulo da Congregação em Gozo.